Muitos líderes de ministério infantil aceitam que as histórias bíblicas possam ser “modificadas” para facilitar a sua narração às crianças. É muito comum contar as histórias da vida de David deixando de fora algumas más decisões que ele tomou como rei. Do mesmo modo, muitas histórias sobre Noé param imediatamente antes dele passar um bocado de tempo a mais na sua vinha.
Embora muitos tenham problemas com esta posição, há algo que pode ser mais perigoso quando se ensina a Bíblia às crianças.
Existe uma diferença entre parafrasear a história bíblica para a tornar adequada à compreensão das crianças e acrescentar coisas para a tornar mais atraente. Isto não é aceitável.
Eis um exemplo: Se quer contar a história do milagre de Jesus ao alimentar 5000 pessoas, basta-lhe ler a história como vem na Bíblia. Pode fazer um prefácio explicando a cultura da época ou acompanhar a leitura com alguns comentários explicativos. Pode até dar uma ilustração dos tempos modernos relacionada com a distribuição de alimentos. Mas deve deixar claro que estas coisas foram ditas para ajudar as crianças a compreenderem a história. Nunca a deve embelezar acrescentando personagens ou alterando a narrativa no seu todo.
Se der a impressão de que uma coisa ESTÁ na Bíblia, e ela NÃO ESTÁ, pode causar confusão às crianças quando elas começam por si a mergulhar nas Escrituras.
Baseado em passagens como Deuteronómio 4:2 e Apocalipse 22:19, entre outras, eu alertaria contra o uso das seguintes práticas relativas à narração das histórias bíblicas:
- Inventar personagens que não estão na história
- Dar nomes a personagens da história que não têm nome
- Acrescentar palavras/texto/afirmações que não estão na história
- Criar uma história adicional para enquadrar a história do dia, ou concluí-la, sem comunicar que a história é inventada e NÃO está na Bíblia.
- Alterar nomes/cenário/personagens para as suas versões no mundo atual sem comunicar que “isto é uma adaptação da história para os tempos modernos”.
A Palavra de Deus é rica em verdade e inspirada pelo Senhor. Ao queremos que as crianças estejam completamente receptivas e empenhadas, não queremos pôr palavras na boca de Deus. Use ilustrações. Use parábolas dos tempos modernos. Use histórias de apoio e comunique que as está a usar. Contudo, quando se trata da Bíblia, mantenha-se “agarrado à história”, porque ela é boa!
Jeffrey Reed, www.Lifeway.com