quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ALCANÇAR PESSOAS ATRAVÉS DA ESCOLA DOMINICAL



No artigo Escola Dominical e Evangelização (29 de Janeiro), referimos algumas razões pelas quais devemos encarar a EBD como um recurso muito eficaz para alcançarmos os perdidos. Verificaremos, a seguir, algumas formas como podemos transformara as nossas classes em grupos voltados para esta tarefa de buscar aqueles que não conhecem Jesus ou que, de alguma maneira, foram perdendo o seu primeiro amor

1. Envolver os alunos na descoberta de pessoas  não crentes entre os seus familiares e os seus amigos ou conhecidos.

     Quem são essas pessoas?

  • Visitantes aos cultos - Deveria haver sempre o cuidado de cumprimentar as pessoas que assistem pela primeira vez convidando-as a assistir à Escola Dominical e mantendo um contacto com elas.
  • Pessoas que assistem a eventos diversos promovidos pela igreja - Há sempre programação especial dentro e fora das portas da igreja como festa de Natal, concertos do coro, festas sociais. Devemos estar organizados para estabelecer contacto com os visitantes, dispondo de material para lhes dar.  
  • Pais e familiares de crianças que frequentam a Escola Dominical e outras atividades promovidas pela igreja como Escola Bíblica de Férias, clubes bíblicos, etc. - Há sempre crianças que frequentam a Escola Dominical sem o acompanhamento dos pais. Estes devem fazer parte da nossa lista de alunos em perspetiva.
  • Membros da família alargada e amigos, vizinhos, colegas dos alunos da Escola Dominical - Muitas pessoas estão incluídas neste grupo. Esses nomes devem fazer parte da lista dos alunos em perspetiva para se orar por eles e poderem ser contactados para eventos especiais. 
  • Alunos da Escola Dominical que ainda não aceitaram Jesus - Muitas vezes esquecemo-nos destas pessoas. Mas elas estão no nosso meio e devemos mantê-las nas nossas orações.


2. Manter registos atualizados desses potenciais alunos e dar passos para que eles se possam integrar no estudo bíblico. - Esta área é bastante descurada, e carece de pessoas que tenham uma vocação para este tipo de atividade. Os registos têm que ser funcionais e estar atualizados.

3. Promover intencionalmente atividades e eventos que tenham fins evangelísticos - Estudos indicam que as probabilidades de uma pessoa participar nas atividades da igreja de uma forma mais regular e consistente, aumentam quando ela está envolvida em atividades com os membros da igreja fora do contexto de culto e, até, das paredes do templo. Assim, será saudável que se criem atividades de convívio fora da igreja que tenham como finalidade única o estabelecimento de relações entre alunos e amigos.

4. Comprometermo-nos a testemunhar de Cristo nos contextos em que vivemos, incluindo a família - Uma cultura de testemunho deve ser estimulada cada domingo de manhã, e os alunos devem ser estimulados a envolverem-se no testemunho aos que os rodeiam e a interessarem-se pela sua salvação.

5. Ensinar com uma perspetiva evangelística, especialmente as crianças desde a sua idade pré-escolar de forma a que, quando chegar a hora, o Espírito Santo as convença do seu pecado e aceitem Jesus como seu salvador. Mas não só as crianças. Os professores devem estar sempre atentos e preparados para darem uma “volta” à lição caso haja visitantes. 

6. Desenvolver um bom ambiente na classe - Nem sempre isto acontece. Há pessoas que participam na lição com intervenções por vezes menos agradáveis. É necessário trabalhar com essas pessoas para que mudem a sua forma de estar e ser.

7. Desafiar pessoas afastadas da igreja ou que se encontram indiferentes à Palavra de Deus a envolverem-se num grupo de estudo bíblico - Há sempre um grupo destes em todas as igrejas. Por isso somos partidários  de um processo de matrícula aberta, e da manutenção de um ficheiro muito dinâmico de visitantes e ausentes do ambiente da Escola Dominical.


Lendo o que foi dito atrás, podemos considerar que tudo isso são práticas que todos os setores da Igreja devem ter. E devem, pois nunca são demais. Contudo, a Escola Dominical, devido ao seu funcionamento semanal, e à sua própria organização, dispõe de condições privilegiadas para as realizar e este potencial está-se a desperdiçar em muitas igrejas.

Devocional para crianças (13) - Perdoar, quantas vezes?




“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” João 13:34


Um dia Pedro  perguntou a Jesus quantas vezes devia perdoar. Jesus respondeu que ele devia perdoar sempre e contou-lhe uma história que se encontra em Mateus 18:23-35.
Um rei resolveu acertar as contas com os seus servos. Então, levaram até ele um homem que lhe devia imenso dinheiro, 10.000 talentos! Como ele não tinha com que pagar, o rei decidiu que ele e toda a sua família deviam ser vendidos como escravos, para ele ficar com o dinheiro da venda. O homem ficou desesperado  e suplicou ao rei que fosse paciente, porque ele pagaria tudo. O rei teve pena do seu servo e perdoou-lhe a  dívida.
O homem seguiu o seu caminho e encontrou um colega que lhe devia algum dinheiro, apenas 100 talentos. Começou então a agarrá-lo pelo pescoço, sufocando-o e exigindo que ele lhe pagasse o que devia.
O pobre homem começou a suplicar-lhe que tivesse paciência, que ele havia de lhe pagar tudo. Ele, contudo, não aceitou e lançou-o na prisão até que pagasse a dívida.
Os seus companheiros, que assistiram ao que se passou, ficaram muito indignados com aquele comportamento e foram fazer queixa ao rei. Este, chamou-o e disse: “Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida porque  me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu colega, como eu me compadeci de ti?” E muito indignado, lançou-o na prisão até ele lhe pagar toda a dívida, que era enorme!

Lembra-te: Jesus contou esta história para explicar que Deus nos ama e está pronto a perdoar os nossos pecados se nós arrependidos lhe pedirmos perdão. Se Ele assim faz conosco, também nós devemos perdoar àqueles que nos fizeram algum mal.



Ora a Deus. Pede-lhe perdão pelos teus pecados que te ajude a perdoar a  algum amigo teu que te tenha feito mal.